Açúcar sobe nas bolsas globais com temor de déficit mundial e virada para o etanol no Brasil

As cotações do açúcar bruto e branco voltaram a testar as máximas recentes nas bolsas de Nova York e Londres, impulsionadas pelo aperto na oferta internacional e por projeções de déficit global na safra 2026/27, segundo análise de mercado do portal…

Por Redação Portal Agro Jovem · Edição: Ricardo Rodrigues Filho ·

Açúcar sobe nas bolsas globais com temor de déficit mundial e virada para o etanol no Brasil

As cotações do açúcar bruto e branco voltaram a testar as máximas recentes nas bolsas de Nova York e Londres, impulsionadas pelo aperto na oferta internacional e por projeções de déficit global na safra 2026/27, segundo análise de mercado do portal Notícias Agrícolas. Em Nova York, o contrato de açúcar bruto fechou cotado a 21,13 centavos de dólar por libra-peso, enquanto em Londres a tonelada do açúcar refinado subiu para US$ 561,10.

O suporte nas cotações reflete o impacto de chuvas que atrasaram a colheita no Centro-Sul brasileiro, além de uma estratégia mais alcooleira das usinas nacionais e quebras de safra na Ásia provocadas por anomalias climáticas.

Balanço Global e Efeito do Mix Alcooleiro no Brasil

  • Projeções de Déficit Internacional: A Organização Internacional do Açúcar (ISO) estima déficit mundial de 200 mil toneladas em 2026/27 (revertendo superávit de 1,1 milhão de t), enquanto a consultoria StoneX projeta déficit de 1,7 milhão de toneladas e a Czarnikow estima escassez de até 2,9 milhões de toneladas nos ciclos subsequentes.
  • Quebras Climáticas na Índia e Tailândia: As monções indianas ficaram 12,6% abaixo da média histórica, levando o governo da Índia a autorizar importações emergenciais com tarifa zero de até 1 milhão de toneladas. O USDA projeta queda de 1,7% na safra da Índia e de 15,6% na Tailândia.
  • Priorização do Etanol no Centro-Sul: Com margens atrativas para os biocombustíveis e forte demanda doméstica, usinas brasileiras direcionaram mais cana para a produção de etanol hidratado, reduzindo a produção regional de açúcar em até 26,3% em quinzenas de pico e restringindo a oferta exportável.

Fonte: Notícias Agrícolas e UNICA

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