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Resumo Executivo
O mercado futuro e físico da pecuária de corte encerrou o mês de outubro de 2026 consolidando um novo patamar de preços e abrindo projeções ainda mais aquecidas para o verão 2026/27. Na Bolsa Brasileira (B3), os contratos futuros do boi gordo firmaram-se acima da barreira psicológica dos R$ 400,00, com o vencimento outubro encerrando a R$ 406,65 por arroba (+0,41%), novembro a R$ 405,50/@ (+0,62%) e dezembro a R$ 402,40/@ (+0,49%). Paralelamente, modelagem estatística apresentada pelo especialista Alberto Pessina (Agromove) no programa Fechamento de Mercado / Notícias Agrícolas aponta potencial para a arroba atingir entre R$ 430,00 e R$ 440,00 em São Paulo nos próximos 120 dias (até fevereiro de 2027).
Balanço de Outubro: Vaca e Novilha Avançam R$ 3/@ no Fechamento Semanal
No mercado físico monitorado pela Scot Consultoria e detalhado no Notícias Agrícolas, a última sexta-feira de outubro (30) foi marcada por nova valorização de R$ 3,00 por arroba nas categorias de fêmeas em São Paulo, onde as escalas médias de abate permanecem curtas, em torno de 6 dias úteis:
- Boi China em São Paulo: Estável no teto de R$ 390,00 por arroba, enquanto o boi comum negociado no mercado interno fechou em R$ 385,00/@ (e o Indicador Datagro marcou R$ 387,30/@);
- Valorização de fêmeas: A novilha gorda subiu para R$ 375,00/@ e a vaca gorda alcançou R$ 360,00/@. No acumulado do mês de outubro, a novilha avançou 6,5%, o boi gordo 6,4% e a vaca 5,9%;
- Firmeza nas praças regionais: Também registraram reajustes positivos o Norte de Mato Grosso (nova referência de R$ 365,00/@), Santa Catarina (R$ 385,00/@) e Roraima (R$ 353,00/@).
Fundamentos para a Projeção de R$ 430 a R$ 440/@ em 120 Dias
Segundo a análise técnica de Alberto Pessina (Agromove), o principal motor para o alvo projetado de R$ 430,00 a R$ 440,00 por arroba até fevereiro de 2027 é a redução estrutural da oferta de animais prontos na entressafra de transição, somada à demanda internacional aquecida — liderada pelas compras chinesas — e ao reforço do consumo doméstico com a entrada do 13º salário e das festividades de fim de ano. Diante desse cenário, a recomendação aos pecuaristas é ter cautela antes de travar contratos a termo nos níveis atuais da curva futura, priorizando ferramentas flexíveis de proteção (como opções de venda na B3) que permitam participar de novas altas.
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