O Brasil avança em ritmo acelerado para assumir a liderança mundial na produção e exportação de café canéfora (variedades conilon e robusta), devendo superar o Vietnã em até cinco anos, segundo projeções do setor repercutidas pela Revista ES Brasil e dados estatísticos do Cecafé. Enquanto o Vietnã enfrenta estagnação produtiva e lavouras com menor nível tecnológico, a cafeicultura brasileira adota mudas clonais de alta produtividade, fertirrigação intensiva e até 40% de colheita mecanizada.
O Espírito Santo lidera a transformação nacional respondendo por 75% da safra de conilon do país (12,1 milhões de sacas das 19,4 milhões estimadas para a produção brasileira em 2026), com novas fronteiras produtivas em franca expansão na Bahia, Rondônia e Centro-Oeste.
Evolução no Mercado Global, Blends e Café Solúvel
- Crescimento Expressivo dos Embarques: As exportações brasileiras de café canéfora somaram 4,339 milhões de sacas nos primeiros oito meses de 2026, um expressivo avanço de 68,6% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, consolidando a espécie como 17,3% da pauta cafeeira nacional.
- Mudança nas Fórmulas Internacionais: Indústrias torrefadoras globais na Europa e nos Estados Unidos vêm ampliando a fatia de canéfora em seus blends comerciais (atingindo até 55% da composição), aproveitando o maior teor natural de cafeína, a crema densa para espressos e o menor custo de produção em relação ao café arábica.
- Abertura de Mercados Asiáticos: A demanda por café solúvel e conilon de qualidade avança com força no mercado chinês — destino onde as compras de café brasileiro cresceram vinte vezes nos últimos anos —, além de novas frentes de expansão comercial na Índia e em países do Oriente Médio.
Fonte: s de referência:** Revista ES Brasil e Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé)