O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de algodão pelo terceiro ciclo consecutivo, respondendo atualmente por 34% de todo o comércio global da pluma — contra apenas 7% há menos de uma década —, de acordo com balanço do ICA Trade Event 2026 divulgado pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Na safra 2025/2026, os embarques brasileiros atingiram 3,374 milhões de toneladas com receita cambial de US$ 5,295 bilhões.
Para o ciclo 2026/2027, a Anea projeta novos embarques próximos de 3,4 milhões de toneladas. Como reflexo do protagonismo nacional, a International Cotton Association confirmou que realizará pela primeira vez na história sua conferência anual em São Paulo, em 2027, reunindo líderes da indústria têxtil da Ásia, Europa e Américas.
Concorrência Global, Qualidade e Rastreabilidade
- Ganho de Mercado frente aos EUA: Nos últimos dez anos, a fatia brasileira nas exportações de algodão de alta qualidade saltou de 13% para 49%, enquanto a participação dos Estados Unidos recuou de 70% para 37%, forçando os produtores norte-americanos a articular subsídios e acordos bilaterais de estímulo à demanda.
- Certificação Socioambiental e Moda Sustentável: Sob a iniciativa Cotton Brazil (parceria entre Anea, Abrapa e ApexBrasil), mais de 85% da pluma brasileira comercializada possui certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR/BCI), garantindo rastreabilidade digital e zero desmatamento para fiações da China, Vietnã, Bangladesh e Turquia.
- Combate aos Microplásticos: O setor defende maior utilização das fibras naturais na indústria do vestuário e avanços em pesquisas para vestuário esportivo, alinhando a cadeia produtiva às demandas globais de sustentabilidade e bioeconomia.
Fonte: s de referência:** Notícias Agrícolas / ANEA e Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea)