Brasil consolida 34% das exportações mundiais de algodão e sediará a ICA 2027 em São Paulo

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de algodão pelo terceiro ciclo consecutivo, respondendo atualmente por 34% de todo o comércio global da pluma — contra apenas 7% há menos de uma década —, de acordo com balanço do ICA…

Por Redação Portal Agro Jovem · Edição: Ricardo Rodrigues Filho ·

Brasil consolida 34% das exportações mundiais de algodão e sediará a ICA 2027 em São Paulo

O Brasil consolidou sua posição como maior exportador mundial de algodão pelo terceiro ciclo consecutivo, respondendo atualmente por 34% de todo o comércio global da pluma — contra apenas 7% há menos de uma década —, de acordo com balanço do ICA Trade Event 2026 divulgado pela Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea). Na safra 2025/2026, os embarques brasileiros atingiram 3,374 milhões de toneladas com receita cambial de US$ 5,295 bilhões.

Para o ciclo 2026/2027, a Anea projeta novos embarques próximos de 3,4 milhões de toneladas. Como reflexo do protagonismo nacional, a International Cotton Association confirmou que realizará pela primeira vez na história sua conferência anual em São Paulo, em 2027, reunindo líderes da indústria têxtil da Ásia, Europa e Américas.

Concorrência Global, Qualidade e Rastreabilidade

  • Ganho de Mercado frente aos EUA: Nos últimos dez anos, a fatia brasileira nas exportações de algodão de alta qualidade saltou de 13% para 49%, enquanto a participação dos Estados Unidos recuou de 70% para 37%, forçando os produtores norte-americanos a articular subsídios e acordos bilaterais de estímulo à demanda.
  • Certificação Socioambiental e Moda Sustentável: Sob a iniciativa Cotton Brazil (parceria entre Anea, Abrapa e ApexBrasil), mais de 85% da pluma brasileira comercializada possui certificação Algodão Brasileiro Responsável (ABR/BCI), garantindo rastreabilidade digital e zero desmatamento para fiações da China, Vietnã, Bangladesh e Turquia.
  • Combate aos Microplásticos: O setor defende maior utilização das fibras naturais na indústria do vestuário e avanços em pesquisas para vestuário esportivo, alinhando a cadeia produtiva às demandas globais de sustentabilidade e bioeconomia.

Fonte: s de referência:** Notícias Agrícolas / ANEA e Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea)

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