As exportações de melão do polo Rio Grande do Norte e Ceará registraram expressiva aceleração em setembro de 2026, com o avanço da colheita da safra principal de verão. Em comparação com o mês anterior, o volume exportado saltou 155%, totalizando 22,3 mil toneladas enviadas ao mercado internacional, de acordo com dados do sistema Comex Stat analisados pelo Cepea. O faturamento cambial acompanhou o movimento e avançou 171%, atingindo US$ 21,2 milhões (FOB).
Os principais destinos da produção nordestina foram os Países Baixos (responsáveis por 52,5% do total), o Reino Unido (33,8%) e a Espanha (5,1%). A campanha regional ganha tração e deve atingir seu ápice em novembro, favorecida pelo término precoce da temporada de melão na Europa.
Custos Logísticos, Sanidade e Janela Europeia
- Janela Comercial Aberta na Europa: Com a colheita espanhola se encerrando mais cedo neste ciclo, redes varejistas do continente europeu abriram espaço prioritário para a entrada contínua de melões amarelos, cantaloupe e pele-de-sapo brasileiros.
- Manejo da Mosca-Minadora e Clima: Temperaturas diurnas elevadas no semiárido exigiram intensificação do controle fitossanitário da mosca-minadora, elevando os custos de produção para cerca de R$ 36,09 por caixa de 13 kg nas fazendas de Mossoró e da Chapada do Apodi.
- Qualidade e Doçura dos Frutos: A irrigação por gotejamento combinada à alta radiação solar garante frutos com índice de doçura (°Brix) superior a 11 graus e excelente firmeza de polpa, assegurando padrão comercial de primeira classe.
Fonte: s de referência:** Notícias Agrícolas / Cepea e Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP)