Restrições Comerciais de Newcastle e Safra Recorde Podem Pressionar Preços do Frango em 2027

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Por Redação Portal Agro Jovem · Edição: Ricardo Rodrigues Filho ·

Restrições Comerciais de Newcastle e Safra Recorde Podem Pressionar Preços do Frango em 2027

Resumo Executivo: A expansão acelerada na produção brasileira de carne de frango (+6,2% entre janeiro e setembro de 2026), combinada com as restrições temporárias de exportação adotadas por parceiros comerciais após o foco isolado de Newcastle em Santa Catarina, poderá exercer pressão baixista sobre as cotações domésticas no primeiro trimestre de 2027, segundo relatório econômico setorial do Itaú BBA divulgado pela Feed\&Food. Como Santa Catarina responde por 22,5% do volume e 25% da receita das exportações nacionais da proteína (US$ 2,45 bilhões), a eventual lentidão na reabertura de mercados como China (14 plantas suspensas) e Arábia Saudita forçará o redirecionamento de volumes ao mercado interno em momento de desaquecimento sazonal do consumo.

Exposição Catarinense e Dinâmica dos Embargos Externos

O estado de Santa Catarina ocupa a vice-liderança absoluta na produção avícola nacional, tendo processado 1,9 milhão de toneladas em 2025 (13,4% do total brasileiro) com forte vocação exportadora. O episódio sanitário restrito a uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba provocou reações dispares entre os compradores globais: enquanto México e Malásia suspenderam compras de todo o Brasil, mercados-chave como China, Arábia Saudita e Chile restringiram apenas as plantas catarinenses.

De acordo com o banco, essa segmentação protege as unidades industriais instaladas no Paraná, Rio Grande do Sul e Centro-Oeste, mas gera um nó logístico no polo catarinense. Caso as auditorias internacionais e a chancela da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) demorem a normalizar os fluxos bilaterais, cooperativas e frigoríficos do Sul enfrentarão elevação nos custos de armazenagem congelada e pressão sobre o capital de giro.

Equilíbrio entre Oferta Recorde e Demanda Interna

A conjuntura produtiva de 2026 já vinha registrando ritmo elevado nas granjas, com abates avançando 3,7% e projeção de crescimento de 6% na produção anual de carne de aves. Essa oferta farta encontra um complicador adicional no calendário comercial:

  • Sazonalidade do Primeiro Trimestre: Tradicionalmente, os meses de janeiro a março apresentam menor poder de compra das famílias brasileiras devido aos compromissos tributários e escolares de início de ano.
  • Risco de Descontos no Atacado: Para desovar excedentes e liberar espaço em câmaras frias, as indústrias podem recorrer a descontos agressivos na distribuição para redes supermercadistas, comprimindo as margens operacionais.
  • Ajustes no Alojamento de Pintinhos: Caso o cenário se prolongue, a indústria avícola terá que recalibrar os alojamentos de matrizes e frangos de corte, com impactos diretos sobre o consumo de milho e farelo de soja no Sul do país.

Perspectivas e Solidez da Biosseguridade Brasileira

Apesar do alerta para o início de 2027, analistas do Itaú BBA enfatizam que os impactos estruturais tendem a ser circunscritos e passageiros. A agilidade do Mapa e da Cidasc no despovoamento sanitário imediato e a ausência de novos focos fornecem a base técnica para que o Brasil restabeleça integralmente seu prestígio sanitário e sustente sua liderança mundial incontestável no comércio de carne de aves.

Fonte: s de Referência Informativa:** Feed\&Food (Caso de Newcastle Pode Pressionar Preços do Frango em 2027 - Itaú BBA) | Feed\&Food Avicultura / Itaú BBA

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