As exportações brasileiras de mel natural e orgânico registraram forte expansão no mercado europeu ao longo de 2026, com o faturamento para os 27 países da União Europeia duplicando e alcançando US$ 6,36 milhões, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel). O desempenho confirma a recuperação da competitividade internacional da apicultura brasileira.
O estado do Piauí mantém a dianteira como o maior polo exportador do país, sustentado por cooperativas de apicultura familiar no semiárido que produzem méis silvestres com certificação orgânica e livre de defensivos químicos, atendendo também aos compradores dos Estados Unidos e Canadá.
Certificação Orgânica, Rastreabilidade e Valorização
- Diferencial do Mel da Caatinga: A floração nativa do semiárido (como marmeleiro, angico e silvestre) confere aos méis nordestinos coloração âmbar-clara, baixa umidade e sabor característico muito valorizado pela indústria cosmética e de alimentos funcionais no exterior.
- Diversificação nos Polos do Sul e Sudeste: Além do Nordeste, apiários de Santa Catarina, Paraná e Minas Gerais ampliam os embarques de mel de eucalipto e laranjeira, diversificando os canais comerciais para o mercado asiático.
- Padrão Sanitário e Monitoramento Biológico: A cadeia apícola investe na automação de salas de extração em aço inox e análises laboratoriais de resíduos, garantindo plena conformidade com as rigorosas exigências fitossanitárias da União Europeia.
Fonte: s de referência:** Movimento Econômico / Abemel e Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel)