Resumo Executivo: Com o encerramento definitivo do prazo de transição para comercialização e uso de estoques remanescentes de virginiamicina como melhorador de desempenho na pecuária — estabelecido pela Portaria SDA/Mapa nº 1.617/2026 —, confinamentos e formuladores de ração no Brasil aceleram a adoção de novas associações de aditivos nutricionais, conforme reportado pela Feed\&Food. Ensaios conduzidos em centros de inovação em São Paulo demonstram que a combinação de ionóforos permitidos (como a monensina) com moduladores funcionais reduz a oscilação de consumo de matéria seca de 4,9% para 2,7% e diminui em 4,6% a quantidade de alimento necessária para produzir cada arroba (15 kg) de ganho de carcaça.
Adeus aos Antimicrobianos Promotores e Foco no Equilíbrio Ruminal
A Portaria SDA/Mapa nº 1.617/2026 marcou um alinhamento histórico da defesa agropecuária brasileira com as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) no combate à resistência antimicrobiana. A proibição do uso preventivo de moléculas como a virginiamicina para ganho de peso exigiu uma rápida reengenharia nas dietas de alto grão utilizadas na terminação intensiva de bovinos de corte.
Em dietas ricas em amido (milho moído ou úmido), manter a estabilidade do pH ruminal e prevenir quadros subclínicos de acidose e timpanismo é o principal desafio zootécnico, especialmente durante ondas de calor que deprimem a ruminação. Sem a virginiamicina, os nutricionistas voltaram-se para a combinação sinérgica de ionóforos clássicos com aditivos fitogênicos, óleos essenciais, leveduras e tamponantes de liberação controlada.
Desempenho Biológico e Conversão em Carcaça
Resultados experimentais avaliados no Campanelli Innovation Center, em Altair (SP), evidenciam os benefícios práticos das novas ferramentas nutricionais:
- Estabilidade no Cocho: A associação de monensina com aditivos funcionais reduziu a flutuação diária na ingestão de matéria seca quase pela metade (de 4,9% para 2,7%), diminuindo as sobras diárias nos cochos de 17 kg para 12 kg.
- Hidratação e Conforto Térmico: Animais suplementados apresentaram maior ingestão de água (40,3 litros/dia contra 33,6 litros/dia), favorecendo a termorregulação e o metabolismo ruminal sob temperaturas elevadas.
- Economia de Matéria Seca por Arroba: O volume de matéria seca exigido para gerar 15 kg de carcaça bovina recuou de 150,4 kg para 143,5 kg, representando uma economia direta de 6,9 kg de alimento seco por arroba produzida (-4,6%).
Exigência de Manejo Técnico Rigoroso
Pesquisadores e consultores ressaltam que o sucesso na substituição dos antimicrobianos depende da integração entre formulação precisa, leitura criteriosa de cocho, fornecimento pontual da dieta total (TMR) e sombreamento nas baias. A pecuária de corte brasileira comprova sua capacidade de manter alta produtividade atendendo aos mais exigentes padrões sanitários internacionais.
Fonte: s de Referência Informativa:** Feed\&Food (Restrição à Virginiamicina Estimula Novas Estratégias na Nutrição Bovina) | Feed\&Food Revistas / Portaria SDA/Mapa nº 1.617/2026