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Resumo Executivo
As cotações internacionais das principais soft commodities brasileiras na Bolsa de Nova York (ICE Futures) iniciam novembro de 2026 amparadas pela firmeza do mercado global de energia — onde o barril de petróleo opera acima de US$ 111,00 (+0,21%) — e pela recomposição das posições futuras de 2027. De acordo com o balanço de fechamento apresentado no programa Boa Tarde Agro / Notícias Agrícolas e os indicadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), o açúcar bruto avançou quase 1% no pregão nova-iorquino, o algodão manteve trajetória positiva e os contratos mais longos do café arábica voltaram a subir após quatro dias de correção no primeiro vencimento.
Café Arábica: Ajuste no Dezembro/26 (-7% na Semana) e Reação nos Vencimentos de 2027
No mercado internacional de café, a última semana de outubro foi marcada por forte realização de lucros no contrato dezembro/26 — primeiro vencimento da tela em Nova York —, que acumulou desvalorização superior a 7% em quatro sessões consecutivas diante do retorno das chuvas sobre o cinturão cafeeiro de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo e do movimento de rolagem de posições dos fundos especulativos.
Contudo, conforme destacado pelo Notícias Agrícolas, as posições mais alongadas de 2027 descolaram-se do ajuste de curto prazo e voltaram a fechar no campo positivo. O mercado segue monitorando com cautela o efetivo pegamento dos chumbinhos após as floradas da primavera e o baixo nível histórico dos estoques certificados na bolsa, fatores que mantêm o balanço global de oferta e demanda ajustado para o próximo ciclo.
Petróleo Acima de US$ 111 Impulsiona Açúcar (+1%) e Sustenta Algodão
Para as cadeias sucroenergética e algodoeira, o patamar elevado do petróleo internacional — negociado acima de US$ 111,00 por barril — atua como um piso sólido de sustentação de preços:
- Açúcar bruto em alta de quase 1% em NY: O encarecimento dos derivados fósseis melhora a paridade competitiva do etanol hidratado e anidro frente à gasolina, estimulando as usinas a direcionarem maior fração de cana para o biocombustível e reduzindo a pressão de oferta excedente de açúcar no mercado mundial;
- Firmeza na pluma de algodão: O petróleo valorizado encarece diretamente o poliéster e demais fibras sintéticas concorrentes na indústria têxtil global, fortalecendo a procura externa pelo algodão brasileiro — que também se beneficia da taxa de câmbio acima de R$ 5,40 na receita em reais por arroba exportada.
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